Esclarecimento – Ministro de Estado da Saúde

18/08/2009

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Esclarecimento – Ministro de Estado da Saúde

Devido a grande repercussão da nova GRIPE SUÍNA, colocamos à sua disposição o link para que você possa esclarecer ainda mais…

O vídeo foi feito por José Gomes Temporão (Ministro de Estado da Saúde) que por sua vez esclarece muito bem alguns pontos desse assunto tão comentado por todos.

Clique no link abaixo:
www.respostasgripesuina.com.br

A ABRAMEP AGRADECE SUA ATENÇÃO…
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Gripe “A” – Perguntas e Respostas

04/08/2009

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GRIPE “A” – PERGUNTAS E RESPOSTAS!!!

1 – Q UANTO TEMPO DURA VIVO O VÍRUS SUÍNO NUMA MAÇANETA OU SUPERFÍCIE LISA?
Até 10 horas.

2 – QUÃO ÚTIL É O ÁLCOOL EM GEL PARA LIMPAR AS MÃOS?
Torna o vírus inativo e o mata.

3 – QUÃO É A FORMA DE CONTÁGIO MAIS EFICIENTE DESTE VÍRUS?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus. O fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade (mucosa do nariz, boca e olhos). O vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.

4 – É FÁCIL CONTAGIAR-SE EM AVIÕES?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.

5 – COMO POSSO EVITAR CONTAGIAR-ME?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos várias vezes (mais de 10 vezes) ao dia.

6 – QUÃO É O PERÍODO DE INCUBAÇÃO DO VÍRUS?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.

7 – QUANDO SE DEVE COMEÇAR A TOMAR O REMÉDIO?
Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%

8 – DE QUE FORMA O VÍRUS ENTRA NO CORPO?
Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.

9 – O VÍRUS É MORTAL?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.

10 – QUE RISCOS TÊM OS FAMILIARES DE PESSOAS QUE FALECERAM?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.

11 – A ÁGUA DE TANQUES OU CAIXAS DE ÁGUA TRANSMITE O VÍRUS?
Não porque contém químicos e está clorada.

12 – O QUE FAZ O VÍRUS PARA PROVOCAR A MORTE?
Uma série de reações como deficiência respiratória; a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.

13 – QUANDO SE INICIA O CONTÁGIO, ANTES DOS SINTOMAS OU ATÉ QUE SE APRESENTEM?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

14 – QUAL É A POSSIBILIDADE DE RECAIR COM A MESMA DOENÇA?
De 0%, porque fica-se imune a esse vírus.

15 – ONDE SE ENCONTRA O VÍRUS NO AMBIENTE?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente recomenda-se a higiene constante das mãos.

16 – O VÍRUS ATACA MAIS AS PESSOAS ASMÁTICAS?
Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.

17 – QUAL É A POPULAÇÃO QUE ESTE VÍRUS ESTÁ MAIS ATACANDO?
Pessoas de 20 a 50 anos de idade.

18 – É ÚTIL A MÁSCARA PARA COBRIR A BOCA?
Existem algumas de maior qualidade que outras, mas se você não está doente é pior usá-la, porque os vírus pelo seu tamanho a atravessam como se ela não existisse. Ao usar a máscara cria-se, na zona entre o nariz e a boca, um microclima úmido propício ao desenvolvimento viral. Mas se você já está infectado, use-o para não infectar aos demais, apesar da sua relativa eficácia.

19 – POSSO FAZER EXERCÍCIO AO AR LIVRE?
Sim, o vírus não anda no ar, nem tem asas.

20 – SERVE PARA ALGO TOMAR VITAMINA C?
Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda na resistência ao seu ataque.

21 – QUEM ESTÁ A SALVO DESTA DOENÇA OU QUEM É MENOS SUSCENTÍVEL?
A salvo não esta ninguém; o que ajuda é a higiene dentro do lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares com muito público.

22 – O VÍRUS SE MOVE?
Não, o vírus não tem nem patas nem asas. A pessoa é quem o coloca dentro do organismo.

23 – AS MASCOTES SÃO CONTAGIADAS PELO VÍRUS?
Este vírus provavelmente não contagie outros tipos de animais.

24 – SE FOR AO VELÓRIO DE ALGUÉM QUE MORREU DESSE VÍRUS, POSSO ME CONTAGIAR?
Não.

25 – QUAL O RISCO DAS MULHERES GRÁVIDAS COM ESTE VÍRUS?
As mulheres grávidas correm o mesmo risco, multiplicado por dois. Podem tomar os antivirais, mas só em caso de contagio e com estrito controle médico.

26 – O FETO PODE TER LESÕES SE A MULHER SE CONTAGIA COM ESTE VÍRUS?
Não sabemos qual estrago possa fazer no processo, já que é um vírus novo.

27 – POSSO TOMAR ACIDO ACETILSALICÍLICO (ASPIRINA)?
Não é recomendável; pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários. Nesse caso, siga tomado.

28 – SERVE PARA ALGO TOMAR ANTIVIRAIS ANTES DOS SINTOMAS?
Não serve para nada.

29 – AS PESSOAS COM AIDS, DIABETES, CÂNCER, ETC… PODEM TER MAIORES COMPLICAÇÕES QUE UMA PESSOA SADIA SE FOREM CONTAGIADAS PELO VÍRUS?
Sim.

30 – UMA GRIPE CONVENCIONAL FORTE PODE SE CONVERTER EM INFLUENZA?
NÃO.

31 – O QUE MATA O VÍRUS?
O sol; mais de 5 dias no meio ambiente; o sabão; os antivirais; álcool em gel.

32 – O QUE FAZEM NOS HOSPITAIS PARA EVITAR CONTÁGIOS A OUTROS DOENTES QUE NÃO TEM O VÍRUS?
O isolamento.

33 – O ÁLCOOL EM GEL É EFETIVO?
SIM, muito efetivo.

34 – SE ESTOU VACINADO CONTRA A INFLUENZA ESTACIONAL ESTOU IMUNE A ESTE VÍRUS?

Não; ainda não existe vacina para este vírus.

35 – ESTE VÍRUS ESTÁ SOB CONTROLE?

Não totalmente, mas estão sendo tomadas medidas firmes de contenção.

36 – O QUE SIGNIFICA PASSAR DE ALERTA DE 4 PARA ALERTA 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5. Significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países. E fase 6 é que ele se propagou em mais de 3 países.

37 – AQUELE QUE SE INFECTOU DESTE VÍRUS E SE CUROU, FICA IMUNE?
SIM.

38 – AS CRIANÇAS COM TOSSE E GRIPE TÊM INFLUENZA?
É pouco provável, pois as crianças são menos afetadas.

39 – QUAIS MEDIDAS QUE AS PESSOAS QUE TRABALHAM DEVEM TOMAR?
Lavar as mãos muitas vezes ao dia.

40 – POSSO ME CONTAGIAR AO AR LIVRE?
Se há pessoas infectadas e que tussam e/ou espirrem perto de você, pode acontecer. Mas a via aérea é um meio de pouco contágio.

41 – PODE-SE COMER CARNE DE PORCO?
SIM, pode, e não há nenhum risco de contágio.

42 – QUAL É O FATOR DETERMINANTE PARA SABER QUE O VÍRUS JÁ ESTÁ CONTROLADO?
Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.

ABRAMEP
Associação Brasileira de Medicina Preventiva


Conheça a “Doença de Crohn”

01/07/2009

doencadecrohn

DOENÇA DE CROHN

O que é?

O conjunto das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) abrange a Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU). A Doença de Crohn caracteriza-se por inflamação crônica de uma ou mais partes do tubo digestivo, desde a boca, passando pelo esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, até o reto e ânus. Na maioria dos casos de Doença de Crohn, no entanto, há inflamação do intestino delgado; o intestino grosso pode estar envolvido, junto ou separadamente. A doença leva o nome do médico que a descreveu em 1932.

Como se desenvolve?

Não se conhece uma causa para a Doença de Crohn. Várias pesquisas tentaram relacionar fatores ambientais, alimentares ou infecções como responsáveis pela doença. Porém, notou-se que fumantes têm 2-4 vezes mais risco de tê-la e que particularidades da flora intestinal (microorganismos que vivem no intestino e ajudam na digestão) e do sistema imune (mecanismos naturais de defesa do organismo) poderiam estar relacionadas. Nenhum desses fatores, isoladamente, poderia explicar por que a doença inicia e se desenvolve. O conjunto das informações disponíveis, até o momento, sugere a influência de outros fatores ambientais e de fatores genéticos.

Nota-se a influência dos fatores genéticos em parentes de primeiro grau de um indivíduo doente por apresentarem cerca de 25 vezes mais chance de também terem a doença do que uma pessoa sem parentes afetados.

O que se sente?

A Doença de Crohn costuma iniciar entre os 20 e 30 anos, apesar de ocorrerem casos também em bebês ou casos iniciados na velhice. Os sintomas mais freqüentes são diarréia e dor abdominal em cólica com náuseas e vômitos acompanhados de febre moderada, sensação de distensão abdominal piorada com as refeições, perda de peso, mal-estar geral e cansaço. Pode haver eliminação, junto com as fezes, de sangue, muco ou pus. A doença alterna períodos sem qualquer sintoma com exacerbações de início e duração imprevisíveis.

Outras manifestações da doença são as fístulas, que são comunicações anormais que permitem a passagem de fezes entre duas partes dos intestinos, ou do intestino com a bexiga, a vagina ou a pele. Essa situação, além de muito desconfortável, expõe a pessoa à infecções de repetição. As fístulas ocorrem isoladamente ou em associação com outras doenças da região próxima ao ânus, como fissuras anais e abscessos.

Com o passar do tempo, podem ocorrer complicações da doença. Entre as mais comuns estão os abscessos (bolsas de pus) dentro do abdômen, as obstruções intestinais causadas por trechos com estreitamento – causado pela inflamação ou por aderências de partes inflamadas dos intestinos. Também pode aparecer a desnutrição e os cálculos vesiculares devido à má absorção de certas substâncias. Outras complicações, ainda que menos freqüentes, são o câncer de intestino grosso e os sangramentos digestivos.

Alguns pacientes com Doença de Crohn podem apresentar evidências fora do aparelho digestivo, como manifestações na pele (Eritema Nodoso e Pioderma Gangrenoso), nos olhos (inflamações), nas articulações (artrites) e nos vasos sangüíneos (tromboses ou embolias).

Como o médico faz o diagnóstico?

A base do diagnóstico é pela história obtida com o paciente e pelo exame clínico. Havendo a suspeita da doença, radiografias contrastadas do intestino delgado (trânsito intestinal) podem ajudar na definição diagnóstica pela achado de ulcerações, estreitamentos e fístulas características. O intestino grosso também costuma ser examinado por enema baritado (Rx com contraste introduzido por via anal) ou colonoscopia (endoscopia). Esse último exame, que consiste na passagem por via anal de um aparelho semelhante a uma mangueira, permitindo a filmagem do interior do intestino grosso, tem a vantagem de permitir também a realização de biópsias da mucosa intestinal para serem analisadas ao microscópio.

Mais recentemente, dois exames de sangue, conhecidos pelas siglas ASCA e p-ANCA, já podem ser usados no diagnóstico da Doença de Crohn entre nós, ainda que não sejam confirmatórios e tenham seu uso limitado pelo custo.

Como se trata?

O tratamento da Doença de Crohn é individualizado de acordo com as manifestações da doença em cada paciente. Como não há cura, o objetivo do tratamento é o controle dos sintomas e das complicações.

Não há restrições alimentares que sejam feitas para todos os casos. Em algumas pessoas, observa-se intolerância a certos alimentos, freqüentemente, à lactose (do leite). Nesses casos, recomenda-se evitar o alimento capaz de provocar a diarréia ou a piora de outros sintomas. Indivíduos com doenças no intestino grosso podem ter benefícios com dieta rica em fibras (muitas verduras e frutas), enquanto que em indivíduos com obstrução intestinal pode ser indicada dieta sem fibras.

Além de adequações na dieta, medicamentos específicos podem ser usados para o controle da diarréia com razoável sucesso. O uso desses medicamentos deve sempre ser orientado pelo médico, já que há complicações graves relacionadas ao seu uso inadequado.

Medicamentos específicos que agem principalmente no controle do sistema imune são usados no tratamento dos casos que não obtém melhora satisfatória apenas com dieta e antidiarréicos. São eles a sulfassalazina, mesalamina, corticóides, azatioprina, mercaptopurina e, mais recentemente, o infliximab. Pelo seu custo e efeitos colaterais, a decisão sobre o início do uso, a manutenção e a escolha do medicamento deve ser feita por médico com experiência no assunto, levando em conta aspectos individuais de cada paciente.

Alguns doentes com episódios graves e que não melhoram com uso das medicações nas doses máximas e pelo tempo necessário, podem necessitar de cirurgia com retirada da porção afetada do intestino.

Situações que também requerem cirurgia são sangramentos graves, abscessos intra-abdominais e obstruções intestinais. Apesar de se tentar evitar ao máximo a cirurgia em pacientes com Doença de Crohn, mais da metade necessitarão de pelo menos uma ao longo da vida. Retiradas sucessivas de porções do intestino podem resultar em dificuldades na absorção de alimentos e em diarréia de difícil controle.

Como se previne?

Não há forma de prevenção da Doença de Crohn (DC).

Pessoas já doentes são fortemente orientadas a não fumar como forma de evitar novas exacerbações. O uso crônico das medicações usadas para o controle das crises não mostrou o mesmo benefício na prevenção de novos episódios, devendo, portanto, ser individualizada a manutenção ou a suspensão do tratamento após o controle dos sintomas iniciais ou de agudização.

ABRAMEP
Associação Brasileira de Medicina Preventiva


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